segunda-feira, 4 de julho de 2011

Say hello to my little friend

- Bom dia! - diz o meu estômago - Você não vai precisar de mim hoje. Espere um segundo, estou enviando um sinal de vida! - e lá se esvai um bocado de sangue.

***

Sempre gostei das fábulas, as espécies literárias que apresentam personagens com características tipicamente humanas, tais como fala e costumes. A ideia de utilizá-la como sátira para a conduta dos homens sempre me pareceu deveras atraente. Um clássico de qual faço muito gosto é, sem dúvida, A Revolução dos Bichos.

"Doze vozes gritavam cheias de ódio e eram todas iguais. Não havia dúvida, agora, quanto ao que sucedera à fisionomia dos porcos. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco."

domingo, 3 de julho de 2011

Oh, did you think I meant you?

Não é que às vezes tenho a impressão de que sou irrelevante. É que eu sinto que sou realmente irrelevante. Existem tantas coisas que amamos, que fazem parte de nós, que nos compõem, ou que ajudam a compôr a nossa essência.

That would be funny
if it weren't so sad

sexta-feira, 1 de julho de 2011

No hard feelings

No mínimo a pessoa que mais despertou bons sentimentos em mim. A única que me deu um motivo para querer estar junto para o resto da minha vida. Possivelmente a pessoa que eu aturei os defeitos pelo simples fato de, mesmo sendo defeitos, serem os quais eu decidi ficar, os quais eu escolhi. Me fez ser alguém diferente, me fez pensar realmente em outro que não eu, realçou e potencializou as minhas virtudes. Reconheceu e conviveu com grande parte ruim que eu possuo, me fez sensível e confortável, me deixou segura e excitada, animada, empolgada. Me deu motivos para sonhar. Deu razão aos meus sonhos, aos meus pensamentos. Deu asas à minha imaginação.



Como provar?

Não há in dúbio pro reo, não há inversão do ônus da prova.
Tampouco contestação por negativa geral.

O essencial é invisível aos olhos.

I know how to pick on you

How is your heart little darling?
I didn't mean to get so mad.
Let me just hold you closely.
How did things get so bad?

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Às vezes

Às vezes dá preguiça de viver. Às vezes, de respirar. De comer, de andar, de estudar, de ler. De ler não muito, confesso. Às vezes não quero ler o que tenho de ler, mas quero outra coisa que não tem nada a ver.

Isso me faz pensar que o ser humano é, de fato, e de forma inerente, muito insatisfeito. Temos vontades que não exatamente podemos suprir pelo simples motivo de que, determinadas vezes, nem sabemos do que se trata realmente. É algo que me deixa meio entediada, de qualquer jeito, saber que somos efêmeros, relativamente findáveis e, por sua vez, chatos incorrigíveis.

Me sinto um pouco perdida no mundo, detesto ter certas coisas muito firmes em seu lugarzinho. Isso me faz sentir pessoinha, pequenininha, miudinha, um bocadinho de ser humano, detesto ser este pouquinho. Detesto o pouquinho quando se trata da alma humana. Temos todos os tipos de limitações (por idade, por físico, por tabus a nós impostos a todo instante), mas a nossa mente é livre e infinita, diferentemente do nosso corpo que, por exemplo, não pode voar nem ficar invisível. Que pena.

Adoraria poder voar. E ficar invisível. Seria muito legal. Bom... Talvez os dois ao mesmo tempo. Mas invisível, sempre.

De qualquer forma, gosto das mudanças. Claro, algumas coisinhas você precisa de ter certo nos lugares. Mas, por favor, não me venha com "conduta de bem". Não, não. O mal às vezes é necessário, é bom ser ruim às vezes, às vezes precisamos ser maus, dizer "não", negar o preconceito, negar a inveja, negar a traição, negar a preguiça, negar o comodismo, negar as injustiças e lutar contra elas.

Às vezes acho que sou meio irrelevante.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

E-mail dos campeões

Me safei é bom!

haha
2 cadeiras a menos xDDDD

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Stephanie Cunha
Estagiária de direito da Comarca de Cachoeirinha


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De: Luana Ramos Vieira
Enviado: quarta-feira, 29 de junho de 2011 14:44
Para: Stephanie da Cunha Soares
Assunto: Civil II!


Olha no site a nota!!!
https://memphis.ulbranet.com.br/pls/ulbra24/AAmain.login
Me safei!!!


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Luana Vieira
4ª Vara Cível da Comarca de Cachoeirinha/RS
Science is the poetry of reality.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

I'm being so sincere right now

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo.

Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar!

Martha Medeiros