segunda-feira, 27 de junho de 2011

Madness


Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
Tudo está perdido mas existem possibilidades.
Tínhamos a idéia, mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia
Já passou, já passou - quem sabe outro dia.

domingo, 19 de junho de 2011

Are you still there?

 
A game for those who seek to find
a way to leave their world behind

sábado, 18 de junho de 2011

En for orgelet, en for meg

Há sempre uma grande distância entre o que as pessoas imaginam sobre você e o que você supõe sobre si mesmo. O desgastante, às vezes, é que há muito mais do que um oceano de diferenças nas opiniões. Eu gostaria de escrever, mas não sei exatamente sobre o que. Alguma coisa está deliberadamente fora do lugar.

Em alguns momentos eu penso que boa parte de mim se perdeu e que a cada dia que passa se torna mais difícil chegar a um consenso sobre quem eu sou e onde eu estou. Passo a me questionar se isso realmente importa. Não sinto mais como a minha casa seja o meu "ponto de encontro", embora, sem dúvida, ela seja como uma fortaleza para mim. Não consigo mais achar um lugar fixo, é como se eu pertencesse à toda terra, à todo chão ao qual eu pisar, sinto como se eu fosse uma cidadã do mundo e, até mesmo por causa disso, de forma depressiva, sinto como se não fosse de lugar nenhum.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Tumor i ditt hjerte


If I did have a tumor, I'd name it Eddie. 
 

And tore me to pieces

Às vezes perdemos pessoas, mas o maior mal consiste em perdemos a nós mesmos, pois nos perdemos aos poucos, vamos deixando de lado, pelo caminho. Quando nos encontramos não sabemos a qual dos pedaços devemos dar ouvidos.

domingo, 12 de junho de 2011

Capítulo 7 - O Delírio

Do you think every thing you're supposed to think?

Às vezes tenho a infeliz impressão de que as pessoas utilizam diferentes mecanismos para manifestar uma auto-afirmação que, na verdade, se mostra absurdamente desnecessária. Dezenas de fotos, frases, nomenclaturas, posturas, atitudes e conversas que não fazem o menor sentido, tudo para não parecer "pouquinho". O chato é que, no fim das contas, isso acaba fazendo com que elas pareçam muito menos do que elas realmente são. De certa forma esse tipo de coisa me deixa meio triste. Ou entediada. Não sei bem dizer. Entedia-me saber que já não se dá mais valor ao que somos aqui, do lado de dentro, que só o que importa é o que parece que somos. Enfastia-me sentir que estão mais preocupados com aquilo que está aparecendo pelo lado de fora, e que isso vai se deteriorar com o tempo, e que nada na minha aparência vai durar muito tempo e isso se durar. Não posso prever por quanto tempo mais vou permanecer por aqui, não posso ser prepotente e querer apenas ser uma coisinha que agrada aos olhos alheios, não posso ser hipócrita e acreditar que só o meu exterior conta. Não posso acreditar no que os meus globos oculares míopes enxergam em sites de relacionamento, pessoas esbanjando momentos que ao menos lhe pertencem, que são tão efêmeros quanto a rajada de vento, tão passageiros quanto o sorriso que aparenta ser feliz. Aparenta, eu disse. Um sorriso que esconde mentalidades com conceitos deturpados sobre a realidade, mas que realidade? Eu sei, existem muitas realidades e eu gosto de imaginar a realidade em camadas, de modo que o máximo que podemos é apenas circundá-la em seu cerne, jamais penetrando-o objetivamente. Enfastia-me explicar os motivos da minha felicidade, me entedia saber que por mais feliz que eu possa estar, sempre haverá alguém que eu não gosto, para me cobrar alguma coisa que eu não quero fazer e que eu supostamente já deveria ter feito.

Stop the excessive shopping and masturbation.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Parêntese de um epilético

Não te irrites se te pagarem mal um benefício:
antes cair das nuvens, que de um terceiro andar.

M. de Assis