sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Análise Técnica de um Aniversário - O Meu


Quem diria... 21 anos =]

Bom, acho que eu mesma diria “vinte e um anos”, não consigo imaginar que a minha vida tenha fim. Por óbvio que tem, mas eu acabo sempre pensando que a vida continua, e mesmo que um indivíduo deixe de existir em sua forma corpórea, acredito que permanecerá vivo na memória de seus descendentes e amigos. Pode ser uma visão conceitualmente utópica da vida, mas eu gosto de pensar assim, me é conveniente.

Não consigo imaginar que haja grandes diferenças comportamentais entre a Luana com 21 e a Luana de outras idades. Sempre procurei ser “eu mesma”, seja lá o que isso quisesse dizer ou pudesse implicar. O problema com “influências” (ou de ser influenciada) nunca aconteceu comigo, então a minha personalidade foi se moldando com o passar dos anos, lenta e gradualmente, um passo de cada vez.

Gosto das coisas como estão. Há cinco anos não me imaginava cursando uma universidade (embora desejasse) e, menos ainda, estagiando em um órgão público, cujas etapas são essenciais e imprescindíveis para a minha futura carreira. Mas ainda assim, tratam-se de apenas etapas. Ainda há muito o que percorrer.

Nos meses que antecederam os meus vinte e um anos, muitas coisas aconteceram. Não para instigar a tragédia, mas muitas máscaras caíram em relação às pessoas que me cercam e eu fico satisfeita de ter tido a serenidade e clarividência para observar esses acontecimentos sem, contudo, lançar-me ao desespero ou à insatisfação completa. Muitos amigos hoje são meros conhecidos; e meros conhecidos passaram à qualidade de amigos.

O saldo, sendo assim, posso considerá-lo positivo. Apesar de todos os altos e baixos, posso perceber nitidamente que adquiri mais um ano de experiência para a minha vida. Aprendi muito nos últimos meses, e não só espero que continue assim, mas vou fazer de tudo para que as coisas continuem evoluindo em ritmo considerável.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Eu percebi em alguns momentos que tu estavas me observando, mas simplesmente parecia um sonho estar ali contigo, sentir teu corpo. De olhos fechados eu percebo o mundo com mais clareza, pois consigo enxergar dentro de mim. E quando olho para o que sinto, é teu rosto que vejo, e por isso permaneci de olhos fechados.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Prove you're alive

E a vontade que eu tenho é de única e exclusivamente abraçá-lo, e contar todos os meus defeitos, todos os meus medos e inseguranças. Segurá-lo em meus braços e dizer que tudo vai ficar bem. Que vamos lutar contra tudo e contra todos pra ficarmos juntos. Que não há razão para temer, já estava pré-determinado. Mais dia menos dia, iria acontecer. E aconteceu em momento oportuno. Foi um salto no escuro, eu sei; um tiro na lua, talvez. A ideia maluca sem pé ou cabeça deu certo, pronto. Já nada me interessa se não há sua presença. E a vontade de estar ao seu lado me consome. Os dias vão passando de par em par; toda música me lembra o som da tua doce voz; e a brisa faz lembrar dos teus carinhos, das tuas mãos e braços que me envolvem. De longe sinto teu olhar, que vê através da minha alma, já que senhor dos meus pensamentos. Amo-te.

Ouviste?

Amo-te!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Ensaio sobre a lucidez - I




Não é o tipo de coisa que você compartilha porque não é o tipo de coisa que se deva pensar. No mundo das ideias, o que é seguido? O que é regra? O que deveria representar o certo e o errado?

Eu sinto como se tivesse algo me puxando para baixo. É inclusive difícil falar de mim mesma na primeira pessoa. Usar o “eu” no começo da frase, essas coisas. É difícil porque a vida inteira aprendemos que nada pode ser concluído e você não deve pensar por conta própria, lembra nas aulas de língua portuguesa na escola? Na redação você não deve dar sua opinião. Você não pode chegar a um consenso claro. Você precisa introduzir o assunto, desenvolvê-lo, finalizá-lo com algum tipo de resolução dos problemas mascarada de “apanhado geral” (sic) sem, contudo, expressar como realmente devem se resolver as coisas.

Tudo bem, não é culpa sua. Não é culpa minha. Não é nunca culpa de ninguém que as coisas estejam tão ruins. O que me irrita é essa sub-cultura de não-culpados. Mas a cultura dos culpados também me irrita.

E eu choro porque não encontro uma solução. Choro porque de tantas coisas que eu poderia ter aprendido eu fui aprender logo e justamente a não resolver os piores impasses, que são aqueles que eu mesma criei.

O mundo à minha volta se destrói e vem ruindo aos poucos, eu fico triste e chateada e mal com tudo isso e não sei o que fazer. Não tem duas horas que meus pais estão em casa, após um feriadão fora do estado, e eu já me sinto deprimida, oprimida, comprimida no meu quarto, Bowie nos fones de ouvido e uma toalha grande, já úmida, do brilho que transbordou dos meus olhos. Lágrimas silenciosas, a minha especialidade desde que eu era muito nova.

Quando você não quer impressionar, não quer chamar a atenção, aprende alguns truques. Aprende a chorar quieitinho, aprender a ouvir música só no headset, aprende a digitar no teclado mais lentamente, aprender a trocar baladas e saídas de madrugada por livros. Aprende até a ler no escuro, se for o caso.

Mas quando você quer impressionar, e quando quer chamar a atenção, aprende tantos outros truques. Aprende a se mostrar, a representar, a se encaixar. Observa os outros e descobre como fazer para ser mais um na multidão. É tudo um grande faz de conta onde a platéia é um grande riso, uma bela gargalhada, e você, você é a piada. A odisséia que serve de deleite aos demais. Enquanto você sobe, há muitos ao seu redor aproveitando o seu sucesso, e na queda poucos restam. E na queda, você cai sozinho.

E nessa congelante e frígida guerra, onde máscaras são postas à solda umas sobre as outras, de que lado você está? Para onde você vai correr quando as suas feridas tornarem a se abrir? Quando seu coração estiver quebrado, a qual dos pedaços vai dar ouvidos…?

E nessa confusão, no meio de toda essa inquietude disfarçada de civilização, você é o que julga, ou o julgado? Você é o que condena, ou o condenado?

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Homeless


1. I wish I'd had the courage to live a life true to myself, not the life others expected of me.

2. I wish I hadn't worked so hard.

3. I wish I'd had the courage to express my feelings.

4. I wish I had stayed in touch with my friends.

5. I wish that I had let myself be happier.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

One


Descreva-se: Original of the Species

Como você se sente: Bad

Descreva o local onde você vive atualmente: City of Blinding Lights

Se você pudesse ir a qualquer lugar, onde você iria? Walk to the Water

Sua forma de transporte preferido: The Magic Carpet

Seu melhor amigo (a): Ultraviolet (Light My Way)

Você e seu (sua) melhor amigo (a) são: Miracle Drug

Qual é o clima: Fire

Hora do dia favorita: I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight

Se sua vida foi um programa de TV, o que seria chamado: A Man and a Woman

O que é vida para você: Elevation

Seu relacionamento: Crumbs From Your Table

Seu medo: Sometimes You Can't Make it On Your Own

Qual é o melhor conselho que você tem a dar:  Pride (In The Name Of Love)

Pensamento do Dia: One Step Closer

Meu lema: Love and Peace or Else

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Punitive Damages


As pessoas demonstram coisas, mas você não compreende o significado delas. Isso anula a demonstração ou torna você anulável como pessoa? É patético botar o livro pro lado e chorar um pouco baixinho, mas às vezes é só o que resta fazer, já que a dificuldade de entender e se conectar com o mundo à sua volta aumenta exponencialmente, dia após dia. Reiteradamente é o que acontece: você tenta uma conexão, tenta gostar de alguma coisa, se enturmar, fazer parte. Mas no fundo, no fundo, sabe que nasceu e vai morrer sozinho. É o nosso destino, é a nossa sina. Por óbvio que entre nascer e morrer existe a vida, nada impede que você tente aproveitá-la da melhor forma possível. Mas também nada impede que as suas próprias demonstrações te traiam, e que a tentativa de oferecer amparo, apoio e força, se mostrem absolutamente contra você.

Às vezes, parece que o pedido de alento nada mais é do que um amontoado de pedras que se pretende arremessar contra quem você pede ajuda, quando, na verdade, só o que quer é uma piadinha sem graça, desprovida de compromissos ou atestado de dor, ou descompaixão. Eu só queria um mundo mais tranquilo pra se viver emoções, que por vezes se mostram tão arrebatadoras que você pretende se ver livre delas, simplesmente pra não ter de sofrer com as suas consequências. Não raro dói gostar, dói amar, dói se expressar, porque você tenta em vão não parecer tão mau, quando na verdade são só monstros o que você pode oferecer. Não é o que você quer, mas é o que você consegue doar.

“Não importa o que fizeram com você;
importa o que você faz com o que fizeram com você.”