sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Allan


E eis que eu me descubro sem paciência, sem saco, e percebo que se tivesse um gatilho, seria o momento certo para usá-lo. E ai de quem interferir, ou pensar em se atravessar.

O tédio e a passividade me consomem... Termino os dias por terminar, mas é como se cada noite que chega trouxesse uma carga extra de desilusões e preocupações que, todas as manhãs, eu inutilmente tento me desfazer.

Eu não aguento mais pessoas tentando resolver os meus problemas, tentando assumir o controle sobre a minha vida, tentando me dizer o que fazer e como agir em cada situação.

Quero, preciso, necessito e vou buscar, até onde o tempo e as minhas condições físicas e psíquicas me permitirem, o inesperado. A última coisa que eu quero no mundo é ter um amontoado de certezas descansando sobre o meu colo, açoitando a minha consciência, embora esteja o sorriso do certo/correto/imutável sobre os lábios, obviamente de fachada. Não quero ter certeza do que sinto, só quero poder sentir.

Não quero saber o que procuro, quero ter o poder de procurar, se eu quiser.

Certezas fraquejam... Pessoas mudam de ideia... E você fica só. Eu fico só. Fico só porque eu quero, sim, porque ter certeza me prende, me consome, me tira do sério, me irrita saber que esperam que eu aja deste ou daquele jeito. Me irrita saber como as pessoas vão reagir.

Não acho que eu deva algum - ou qualquer - tipo de explicação para qualquer pessoa e acho difícil que essa  postura se modifique algum dia.

Acho que eu ainda não aprendi a gostar de mim tanto quanto eu mereço. Mais um ponto no qual eu estou trabalhando.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

London (Wish)

domingo, 8 de julho de 2012

Do not

sexta-feira, 15 de junho de 2012

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Há algum tempo atrás, um dos meus passatempos favoritos era falar sobre os meus gostos. Músicas, livros, filmes, jogos, enfim. Uma infinidade de informações desnecessárias, mas que de alguma forma serviam para reafirmar aquilo que compunha meu ser.

Não deixa de se tratar de uma manifestação iminentemente egocêntrica, mas como o indivíduo introspectivo que sempre fui, o intuito era positivo, de modo que eu podia conhecer a mim mesma de dentro para fora. Falando de forma tão simples é de fácil compreensão, mas nem todo mundo que eu conheço faz esse exercício de auto-conhecimento. Uma pena, na minha opinião.

Falo disso, hoje, por me pegar desprevenida pensando na vida. Lembrei do quanto gosto daquela sensação de arrepiar a nuca de quando você descobre uma música que te deixa seguro e agitado, ao mesmo tempo. Gosto do sentimento de poder mundar o mundo, mesmo que de forma alguma isso seja possível. Bom, considerando que o meu mundo existe apenas na minha cabeça e em algumas poucas manifestações expressas, faz algum sentido eu poder mudar o meu próprio planetinha. "Poucas" manifestações porque eu ainda prefiro o silêncio da dúvida quanto à vida, do que a expressão decidida de que tudo é menos do que a gente geralmente espera.



Gosto de receber um email, nem que seja com uma mensagem curta. Um sms é suficiente para me arrancar o sorriso, mesmo com conteúdo simples, como é o caso de um desejo de bom-dia.

Gosto do cheiro da chuva e de quando se arma aquele mega temporal, quando a Terra inteira parece tremer, característica típica de apocalipse. Adoro pensar na destruição como mais um passo nesse longo caminho chamado vida, que não possui outro fim senão a própria morte. Porque viver inclui a falta de vida; ao passo que o conceito de morte também pressupõe a ideia de vida.

Gosto de andar com os pés descalços e de vestir apenas uma camiseta como vestimenta. Gosto de sentar no sofá e ler um livro, sem levantar ou desviar a atenção por no mínimo três horas, initerruptamente. Gosto de fazer o meu próprio café preto e ficar sentindo o aroma do pó enquanto a água esquenta para essa finalidade.

Gosto de ficar só. De passear, de ir ao cinema, de ir almoçar, de assistir filmes e jogar videogame, sozinha. Gosto de pensar na minha vida, na vida dos outros, e de tentar compreender porque o mundo é do jeito que é. Nunca chego a alguma conclusão definitiva, e acho que não saber de tudo sobre a Vida, o Universo e Tudo o Mais me faz querer ficar por aqui mais tempo.

Pensamentos Esparsos - ?

Pessoas querem ser aceitas com base nas roupas que vestem, nos cabelos que têm, no dinheiro do banco, no número de objetos que detêm... E não se preocupam em formular e reformular ideias e conceitos. Se você quer ser levado a sério, demonstre isso por meio de expressão dos seus pensamentos, com opiniões contundentes. Não espere que alguém vá realmente te dar atenção, mas pelo menos valeu a tentativa.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Bored